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Jurista sul-africana Navi Pillay recebe o Nobel da Paz 2026

Reconhecimento pelo trabalho na defesa dos direitos humanos e do direito internacional

09/10/2026 às 12:47
Por: Redação

O Comitê Nobel da Noruega anunciou nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, que a jurista Navanethem “Navi” Pillay foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz deste ano. A sul-africana, que também presidiu o Tribunal Penal Internacional para Ruanda, foi reconhecida por sua dedicação à promoção da paz e do direito internacional.

 

Aos 85 anos, Navi Pillay recebeu elogios pelo seu compromisso na defesa dos direitos humanos e pela sua atuação jurídica em diversas frentes, conforme ressaltou Jorgen Watne Frydnes, presidente do Comitê Nobel norueguês.

 

Durante sua carreira, Pillay ocupou o cargo de alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos entre 2008 e 2014. Mais recentemente, liderou uma comissão da ONU encarregada de investigar violações de direitos humanos em Israel e nos territórios palestinos, acusando Israel de genocídio na Faixa de Gaza.

 

“No momento em que o número de guerras e conflitos está aumentando e em que os juízes e as instituições de direito internacional estão sob ataque político, o Comitê Nobel deseja lembrar que a capacidade de resolver conflitos sem força ou violência depende do Estado de Direito internacional”, declarou o presidente do comitê ao anunciar o prêmio.

 

“Um sistema jurídico internacional em que os criminosos de guerra sejam responsabilizados e as vítimas de abusos vejam a justiça ser feita é condição essencial para um mundo pacífico”, acrescentou.

 

A trajetória de Navi Pillay tem raízes na África do Sul, onde cresceu sob o regime de segregação racial conhecido como apartheid. Ela foi uma das primeiras mulheres de ascendência indiana a atuar como advogada no país, destacando-se na defesa de ativistas contrários ao apartheid.

 

Na função de juíza no Tribunal Penal Internacional para Ruanda, contribuiu para estabelecer que a violação sexual é considerada ato de genocídio e crime de guerra, consolidando esse importante marco jurídico internacional.

 

O Nobel da Paz de 2026 sucede a líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, que foi laureada em 2025 pelos seus esforços incansáveis na promoção dos direitos humanos, das liberdades civis e por fomentar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia naquele país.

 

Após a deposição do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, María Corina Machado entregou sua medalha do Nobel ao então presidente norte-americano Donald Trump.

 

Considerado um dos prêmios mais prestigiados do mundo, o Nobel da Paz em 2026 contou com 287 indicações, das quais um quarto se referia a organizações.

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