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Flávio Dino divulga relatório com milhares de ameaças contra ministros do STF

Ministro do STF publica mensagens que ameaçam sua vida e a de colegas, alertando para riscos à independência judicial

09/10/2026 às 14:33
Por: Redação

O ministro Flávio Dino, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), revelou nesta sexta-feira (9) um relatório de segurança que reúne milhares de mensagens na internet contendo ameaças de violência física e assassinato direcionadas a ministros da Corte.

 

As imagens com as mensagens, extraídas do relatório elaborado pelo próprio STF, foram compartilhadas por Dino em seu perfil oficial verificado na rede social Instagram.

 

“Recebi hoje trechos de um relatório de Segurança do STF mostrando milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas”, escreveu o ministro.

 

Uma das mensagens expostas, com o autor protegido por uma tarja preta, afirma que Dino será “o primeiro a ser fuzilado” devido à sua iniciativa de “ter proibido o acesso às armas”.

 

Outro conteúdo divulgado sugere a invasão do STF e uma ação violenta contra ministros como Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, comparando o ato ao que teria ocorrido com Tiradentes, termo utilizado para descrever execuções públicas na história brasileira.

 

De acordo com o ministro, o sentimento de ódio que emerge dessas mensagens é consequência da repetição de informações falsas com o intuito de incitar violência.

 

Ele esclareceu na legenda da publicação que “se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”.

 

Dino ressaltou ainda que tais ameaças não influenciam sua atividade no STF, declarando: “Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”.

 

O ministro acrescentou uma reflexão crucial: “Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”.

 

Desde 2019, ministros do Supremo têm sido alvo de ameaças de agressões físicas e assassinatos, envolvendo inclusive familiares, em razão de decisões proferidas pela Corte. Naquele ano, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, determinou a abertura de uma investigação de ofício para apurar essas ameaças, ação que ficou conhecida como o Inquérito das Fake News e ainda está em andamento.

 

Flávio Dino reforçou seu compromisso com o cargo e destacou a gravidade dos ataques que recebem os magistrados, demonstrando que o ambiente em torno do STF está permeado por uma campanha de ódio e ameaças com consequências para a segurança e o funcionamento da Justiça no país.

 

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